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TV

23/03/2012

Confira o review da 4ª temporada de Mad Men, quatro vezes vencedora do Emmy de melhor série dramática

Nova temporada estreia neste domingo (25) nos EUA

Por Rodrigo Ramos

Neste domingo, dia 25 de março, estreia nos Estados Unidos a tão esperada quinta temporada de Mad Men. Quatro vezes vencedora do Emmy de melhor série dramática, o maior prêmio da televisão estadunidense, Mad Men não tem uma legião de fãs como The Walking Dead ou Two and a Half Men, mas com certeza deixa qualquer uma dessas, entre outras, pra trás. Ela não ganhou tantos prêmios por um mero acaso, mas sim por competência. E isso há de sobra.

 

                 AMC/divulgação

 

Enquanto o primeiro ano foi meio morno, o segundo começou a esboçar a que Mad Men veio. O terceiro ano continuou exibindo a força e charme existentes na série. Já no quarto ano, exibido nos Estados Unidos no segundo semestre de 2010, a série se consolidou a melhor série dramática no ar. A temporada de número quatro enxugou o elenco, reduzindo exponencialmente. Não por uma questão de logística ou pagamentos demasiados, mas por conta do rumo que a trama seguiu. E este, talvez, tenha sido o melhor caminho a ser trilhado. E já que a quinta temporada está chegando, vale a pena relembrar sobre o que foi o anterior.

 

                 AMC/divulgação

 

Partindo de onde parou, a quarta temporada inicia com Don Draper (Jon Hamm) e seus colegas de trabalho estão enfrentando uma nova empreitada: começar do zero uma nova agência de publicidade. Num mundo feroz, mesmo nos anos 60, não é nada fácil manter uma agência que precisa de muito dinheiro para se sustentar e muitas contas para fazê-lo.  Espertinhos, eles saíram da antiga associação e trouxeram consigo algumas. No entanto, precisam rebolar – e muito! – para que as mantenham na Sterling Cooper Draper Pryce (nome da agência).

 

                 AMC/divulgação

 

Logo no início, Don se mostra mais vazio do que o antigo escritório. Com a sua separação definitiva de Betty (January Jones), ele se perde com noites de bebedeiras dobradas, vários casos, tudo sem destino. Mas ao saber que Anna Draper (Melinda Page Hamilton) está com prestes a morrer, ele começa a querer mudar as coisas. Enquanto isso, Peggy (Elisabeth Moss) tenta achar seu espaço e provar seu valor nesta nova agência, além de se aventurar namorando e frequentando festas.  Joan (Christina Hendricks) prometeu se despedir de sua função de secretária e viver com seu marido, mas seus planos sucumbem quando ele aceita a ir pra guerra do Vietnã depois de ser rejeitado no teste de cirurgião. Por isso, ela retorna aos velhos conhecidos e se envolve novamente com Roger (John Slaterry).

 

                 AMC/divulgação

 

Há muita coisa acontecendo nesta temporada de Mad Men. Apesar de a narrativa ser mais lenta do que o espectador está acostumado, neste ano este item diminui e não incomoda tanto quem está com pressa. Aos poucos, outros mistérios de Don Draper são revelados e cada vez mais a trama se aproxima da humanização do personagem. Ele precisa lidar com a separação, casos amorosos diversos, estresse no trabalho, problemas com os filhos e a ex-esposa, a dor da perda, mentiras e por aí vai. Não parece ser coisa demais pra uma pessoa só? É neste limite em que a temporada se apoia. E é exatamente na maior explosão de Don que sai o episódio supremo da série. “The Suitcase” não é o season finale, é apenas o sétimo capítulo, lá no meio da temporada. Por causa de um bendito trabalho, Don obriga Peggy a adiar o jantar com o namorado. E acredite, vai bem além disso. Os diálogos disparados pelos dois são impactantes e o tom de voz é maior do que estamos acostumados a ouvir no quase sempre sossego aparente da série. Não há sutileza na discussão que se desdobra neste episódio, tomando um curso inesperado. É uma aula de como se criar um episódio soberbo.

 

                 AMC/divulgação

 

A temporada acerta em diminuir o elenco e colocar January Jones como coadjuvante, no lugar onde ela merece estar. Ela jamais mereceu o destaque que ganhara nas temporadas anteriores. No entanto, quando aparece, é porque acrescenta algo. Com um número menor de pessoas em tela, fica mais fácil colocar mais profundidade neles, como acontece com Don, Peggy, Roger e Joan. Também há espaço para Pete (Vincent Kartheiser), porém mais discreto aqui, e Lane (Jared Harris, ótimo).

 

                 AMC/divulgação

Encabeçando o elenco, Jon Hamm surpreende no papel, entregando novas facetas de Draper. Contido na maior parte do tempo, Hamm dá o equilíbrio fundamental entre o introspectivo e a explosão, além de haver ali no meio o rabugento e criativo profissional, pai atencioso, amante requisitado e beberrão de primeira. A interpretação de Hamm é hipnótica, misteriosa e emocional. Uma aula de atuação. Elisabeth Moss volta a exibir o seu talento. Meio escondida na terceira temporada, aqui ela brilha em vários momentos. Destaque também para as performances de Christina Hendricks e John Slaterry.

 

                 AMC/divulgação

 

Em resumo, a quarta temporada de Mad Men é excepcional. Ela flui muito melhor do que as anteriores, consegue dar uma profundidade ainda maior para seus personagens, ambienta os anos 60 com aquele charme irresistível, conta com um elenco focado em entregar o melhor de si e é tão viciante quanto uma boa dose de uísque.

 

Mad Men: Season Four
EUA, 2010 – 611 min
13 episódios
Drama

Criado por:
Matthew Weiner
Elenco:
Jon Hamm, Elisabeth Moss, Vincent Kartheiser, January Jones, Christina Hendricks, Jared Harris, Aaron Staton, Rich Sommer, Kiernan Shipka, Robert Morse, John Slaterry

Prêmios:
Emmy de melhor série dramática e melhor hairstyling
Writers Guild Award de melhor roteiro em série dramática e melhor roteiro para episódio em série dramática (The Chrysanthemum and the Sword)

Guia de Episódios:
4×01: Public Relations
4×02: Distress Signal
4×03: The Fine Print
4×04: Dominion
4×05: The Chrysanthemum and the Sword
4×06: Waldorf Stories
4×07: The Suitcase
4×08: The Summer Man
4×09: The Beautiful Girls
4×10: Hands and Knees
4×11: Chinese Wall
4×12: Blowing Smoke
4×13: Tomorrowland


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