MÚSICA

05/04/2012 08:49:26

'Girl Gone Wild' é provocante e resgata alguns dos ótimos momentos de Madonna

Se a música já é eletrizante, o clipe aumenta ainda mais a atração por ela

Por Rodrigo Ramos

Não faz muito tempo que Madonna lançou o primeiro single do seu novo disco MDNA. Give Me All Your Luvin’ era uma faixa legalzinha e tinha um clipe enxuto. Estava longe de ser um dos melhores momentos da cantora pop em sua longa carreira. Mas recentemente ela lançou seu segundo single, juntamente com o videoclipe, e agora ela finalmente mostra que tem fôlego para se destacar no meio do pop enlatado de hoje.

 

 

Pelo o que já ouvi do novo disco da cantora, não se deve esperar muita coisa. No geral, o disco é abaixo da média. Cada vez mais a cantora está deixando de lado um pop mais “clássico” e apostando nas batidas eletrônicas que aglomeram o mercado fonográfico. Tanto é que, à primeira audição, Girl Gone Wild soa altamente artificial, pois modifica – e muito! – a voz da cantora. Produzida por Benny Benassi, conhecido pelo hit Satisfaction, a segunda música de trabalho de Madonna possui elementos de house e electro, além do auto-tune reforçado. Houve reclamação no começo, comparações com Britney Spears, mas não há muito do que se queixar, já que a faixa é super empolgante, a melhor do novo álbum.

Como há muito tempo, Madonna não se preocupa em colocar profundidade em suas músicas, nem tratar de assuntos delicados, como política e religião. A sensualidade está sempre presente, mas nada tão impactante quanto sua era Erotica. A senhora Louise Ciccone está só a fim de entreter e agitar. Não dá para culpá-la, porque ela alcança seu objetivo. É o mínimo que se espera. Um pop dançante e que não incomoda.

Se Girl Gone Wild já é uma faixa eletrizante, o seu clipe aumenta ainda mais a atração por ela. Dirigido pela dupla de fotógrafos de moda Mert and Marcus, o vídeo é uma homenagem ao passado da cantora. Há referências de Erotica, Vogue, Justify My Love, Human Nature e Like a Prayer. Um apanhado do que há de melhor dela nos anos 80 e 90.

Todo em preto e branco, o vídeo inicia com Madonna discursando, pedindo perdão por todos os seus pecados, dizendo que tentou desesperadamente ser boa, mas quando a canção se inicia, é inevitável o caminho pecaminoso. Vários takes são jogados na tela, transitando entre homens cobiçando uma maçã, movimentos um tanto quanto sensuais, Madonna fazendo yoga, armas fumegantes, cigarros, e por aí vai. Um dos elementos chamativos do clipe é a presença do grupo ucraniano de dança Kazaky (presente também no clipe de Kylie MinogueGet Outta My Way). Vestindo calças apertadinhas e salto alto, eles participam de diversas cenas polêmicas, além de proporcionar uma sequência de dança espetacular juntamente de Madonna. A loira possui uma disposição invejável, especialmente por ser uma pessoa com uma idade próxima da de minha mãe.

O clipe trabalha com perfeição a estética. Fica em evidência a mão de fotógrafos de moda por aqui. Parece, no fim das contas, um grande ensaio fotográfico, só que em movimento. Além disso, os cortes são rápidos, dando mais mobilidade ao vídeo. Sem contar os diversos takes de sequências diferentes e também a quantidade de cenas intrigantes que devem ajudar a fixar o videoclipe na mente das pessoas.

Por fim, após tanta farra e pecados cometidos, o que resta é um choro com lágrimas negras. O arrependimento de uma garota selvagem e que tanto queria ser boa. A tristeza do fim da festa.

Girl Gone Wild é provocante, resgata alguns dos ótimos momentos da cantora, incluindo sua faceta Marilyn Monroe, e enche os olhos com seu visual. Isso tudo, embalado por uma canção contagiante e que te impede de ficar sentado, ainda mais com um clipe desses.

 

 

Madonna
“Girl Gone Wild”
MDNA
Direção: Mert and Marcus
Ano: 2012


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