MÚSICA

03/05/2012

Banda Fóssil lança seu segundo disco “Mocumentário”

Pluralismo na construção imagética dos sons e viagens alucinógenas

Por Daniel Ratto

Documentários são registros audiovisuais com a proposta de mostrar a realidade de algo ou alguém. E é aí onde entra o nome “Mocumentário”, utilizado para documentários com proposta ficcional. Cearense, a Banda Fóssil, formada por Vitor Colares (guitarra, violão, efeitos), Rodrigo Colares (teclados, synths, efeitos), Eric Barbosa (guitarra e violão), Victor Bluhm (bateria e percussão) e Klaus Sena (baixo e efeitos) fazem um som instrumental, com uma base rock, permeando por diversas fases do estilo. A poesia está presente em algumas faixas, a psicodelia, em todas. Há muito tempo não aparecia uma banda com essas características que pudesse suprir a lacuna existente desde a morte de Jim Morrison e o fim dos The Doors. E melhor, ser atual.

 

                                                              Divulgação



O grande lance desse segundo disco “Mocumentário” é a proposta audiovisual, a integração de todas as faixas com a finalidade de contar a trajetória dos integrantes, com estórias reais ou fictícias. Nas conversas de rodas ou de bar, as ideias surgem para a composição dos temas, principalmente revelando as influências musicais, literárias e intelectuais dos músicos. Esqueçam a preocupação com duração das faixas. O Fóssil se liga mais nos climas, cenários criados pela música, como trilha sonora de suas próprias vidas.

Através dos vídeos lançados no youtube, há a consumação do ato. Todavia, não impede que ouçamos para formarmos nossa base visual desses áudios. Com nossas impressões únicas da vida. Os registros em vídeo do “Mocumentário” servem para complementar as “viagens” do grupo, mas também, auxiliar-nos nas nossas.

 

                                                    Marilia Vasconcelos



Esse álbum é resultado da migração à São Paulo. A banda tem absorvido conhecimento, trocando experiências e vivendo com diversas bandas de todos os lugares do Brasil e do mundo. Com uma sonoridade altamente imagética, esse quinteto das terras alencarinas vêm para mostrar as alternativas, as possibilidades de se fazer um som intimista, introspectivo e, ao mesmo tempo, universal.

Vale conferir músicas como “Secesso”, “Inventor” e “Aéropostale”, que misturam rock, psicodelismo, dos anos 70 e 80, teclados alucinógenos e guitarras sobrepostas e seus riffs lembrando as bandas da década de 80. Ou então músicas como “Trip Charme”, utilizando a voz e a poesia como instrumentos na criação das imagens. Baixe o disco AQUI e escolha uma música, várias ou todas para ser a trilha sonora da sua vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 


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