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12/07/2012 12:59:36

Elegemos as melhores séries da TV americana na temporada 2011/2012

Entraram na lista as séries exibidas entre o período de junho de 2011 e maio de 2012

Por Rodrigo Ramos

Fotos: Showtime, AMC, HBO, BBC, ABC, FOX, NBC.

Após a lista dos melhores atores e atrizes da temporada 2011/12. Apresento agora o melhor das séries comicas e dramáticas da TV americana. Sei que muitos irão contestar nomes nessa lista, vão reclamar que algumas séries não poderiam ficar de fora. Mas o incontentamento faz parte de toda eleição não é mesmo? Nesta votação, contei com a ajuda de Mateus Borges e Lucas Paraizo para escolher os melhores. Lembrando que entraram aqui as séries que foram exibidas entre o período de junho de 2011 e maio de 2012. Confira os escolhidos abaixo:

 

SÉRIE CÔMICA

Cougar Town
Ah, Cougar Town, como você deve se arrepender da primeira metade da sua temporada de estreia, não é mesmo? Uma série que surgiu para tratar do tema “Courteney Cox quarentona pegando homens mais novos”, mas que depois percebeu a besteira que tinha feito, mudou completamente o seu estilo e virou uma das melhores comédias da atualidade. Com um elenco sensacional, Cougar Town se transformou numa série, acima de tudo, sobre a amizade. Com aquele estilo de “humor bobo”, com pessoas bebendo vinho e fazendo besteiras, misturado com as cenas bonitas e emocionantes; estilo que deu tão certo na série anterior do seu criador, a maravilhosa Scrubs. Com seus drinking games, tramas bizzaras e cenas estúpidas que de alguma maneira conseguem sempre terminar em algo bonito, Cougar Town é uma das comédias mais divertidas e despretensiosamente interessantes da televisão atual.

 

 

Modern Family
Uma coisa me deixa triste em relação à Modern Family: a maneira como eles não conseguem manter a regularidade na série. O terceiro ano sofre do mesmo problema do anterior: ora é hilariante, ora é sem graça. Os personagens são ótimos e cada vez mais eles se aproximam de figuras do nosso cotidiano. É uma família de verdade, tão problemática quanto a minha e a sua. Ou um pouco mais. Há situações hilárias, como o passeio na fazenda, a relação de Jay (Ed O’Neill) com a cachorrinha Stella, os gritos de Gloria (Sofía Vergara), as trapalhadas de Phil (Ty Burrell), os chiliques cada vez mais agravantes de Claire (Julie Bowen) e o desempenho cada vez melhor das crianças. Infelizmente, a série dá brecha para alguns clichês e perde um pouco do seu brilho e originalidade que possuía nos dois primeiros anos, mas quando faz rir, ela faz o espectador cair na gargalhada.

 

 

Parks and Recreation
A melhor comédia da temporada passada perde o seu posto. É com pesar que digo isso. O quarto ano de Parks and Recreation não chega perto da genialidade das duas temporadas anteriores, mas ainda não perdeu o encanto. Quando quer, ela faz rir como poucas séries conseguem. Neste ano, a proposta é trabalhar em cima da candidatura de Leslie (Amy Poehler) para a prefeitura de Pawnee. A série toma um rumo menos engraçado e leva-se mais a sério do que deveria, deixando os coadjuvantes mais divertidos à deriva da candidatura. Ainda assim, não ficamos sem rir de Ron Swanson (Nick Offerman) e seu desprezo pelo governo e amor por carne, as trapalhadas de Jerry (Jim O’Heir), além do casal mais incomum da tevê formado pelo imaturo Andy (Chris Pratt) e a mal humorada April (Aubrey Plaza). O humor sutil, levemente sarcástico e quase inocente de Parks and Recreation continua atraente, mas precisa cuidar para que esta atração entre a série e o espectador não desapareça.

 

 

Veep
Mostrar a vida de um presidente? Por que fazer isso se podemos mostrar como é a vida de um vice? Tentando renovar suas comédias, a HBO lança um produto inteligente, sagaz e com humor refinado. Como de costume, o canal não cria sitcoms. Veep mostra o que acontece no gabinete e no dia a dia de Selina (Julia Louis-Dreyfus, ótima no papel), vice-presidente dos Estados Unidos. O retrato é de uma pessoa com boas intenções, mas que não sabe muito bem o que está fazendo, sempre precisando da ajuda de seus assessores e assistentes, esperando pelo dia em que o presidente irá ligá-la. Com muita cara de pau, ironia e crítica ao universo político, Veep mostra-se uma comédia que alimenta bem o cérebro, diverte e ainda faz rir.

 

 

New Girl
Zooey Deschanel já seria motivo suficiente para que alguém assistisse New Girl. Sinceramente, sua participação em uma série me chamou atenção e por isso decide assistir ao piloto. Felizmente, ela não é a única razão de conferir o seriado. O programa me proporcionou diversas risadas e algumas gargalhadas. Apesar de não ter uma história tão bem orquestrada, as situações fora do comum, os diálogos sem noção e personagens malucos, com características bem definidas e capazes de fazer o mais sisudo rir, tornam New Girl uma das comédias mais deliciosas dessa temporada.

 

 

Community
A pergunta é: o que Community não fez nessa terceira temporada? Eu, sinceramente, não sei dizer. O criador e roteirista Dan Harmon ligou o botão “dane-se” e mandou ver nas maluquices. Se antes a série tinha um pezinho na mania de criar lições de moral à la Disney, agora isso é algo distante. Os personagens estão mais confortáveis do que nunca, cada vez mais insanos e passando por situações que ultrapassam a barreira do absurdo e do mundo real. O elenco está afiadíssimo, da mesma forma em que o roteiro está mais ácido e recheado de referências à cultura pop. Sociedade secreta do ar condicionado, crianças como seguranças do campus, realidades paralelas, contos de terror, karaokê, filmagem documental, fortes de travesseiros e cobertas, especiais de Law & Order, investigação noir e em animação 8-bit. Isso é apenas uma parcela do que Community fez nesta temporada. A série arriscou mais do que nunca, surtou de vez e entregou ao espectador a melhor comédia da temporada.

 

 

SÉRIE DRAMÁTICA

Game of Thrones
O principal motivo de Game of Thrones figurar entre os melhores dramas da televisão é por causa de sua produção estupenda, digna de filme blockbuster. A HBO sempre prezou por programas de qualidade e Game of Thrones está dentro deste patamar. Este segundo ano não é tão bem amarrado, tampouco empolgante e interessante quando o primeiro, mas consegue impressionar por todos os quesitos técnicos, além de bons diálogos, atuações dentro da média e a grande batalha de Blackwater, ápice desta temporada.

 

 

The Killing
Certamente você já ouviu pessoas reclamando de séries policiais, que nunca se aprofundam em um caso, fazendo com que eles sejam apenas passageiros, um por episódio. Pois bem, The Killing veio para mudar isso. Num formato diferente do que a maioria está acostumado a ver, a série foi um baque para o público. Uns amaram, outros detestaram. Quando a primeira temporada chegou ao fim e não foi revelado o assassino de Rosie Larson, daí mesmo que muita gente se revoltou. Apesar de os primeiros episódios deste segundo ano terem um ritmo muito lento, onde pouca coisa acontece na investigação, The Killing volta a se tornar forte lá pelo meio da temporada e prova que a técnica de mostrar a investigação criminal, dia após dia, trazendo os dramas dos investigadores, suspeitos e dos familiares da vítima traz resultados positivos e criam situações de densidade que um CSI da vida jamais terá.

 

 

Sherlock
Criada por Steven Moffat e Mark Gatiss, baseada nos contos de Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock pode ser facilmente descrita como uma das séries mais geniais da televisão atual. Moffat e Gatiss são dois ícones da TV britânica, e nos seis episódios de 90 minutos que a série teve até hoje (três em cada temporada), mostraram tudo que sabem. Com uma trama super envolvente, inteligente, cheia de diálogos rápidos e fascinantes, a série consegue mostrar Sherlock Holmes (Benedict Cumberbatch) e seu parceiro John Watson (Martin Freeman) na Londres atual de uma maneira incrível. Os casos baseados nas obras de Conan Doyle tomam ares modernos e são adaptados perfeitamente. Cada episódio é uma experiência única, com um roteiro de tirar o fôlego, reviravoltas, vilões brilhantes e casos solucionados com uma genialidade que só podemos esperar de Sherlock Holmes. O terceiro episódio da segunda temporada, “The Reichenbach Fall”, é sem dúvida alguma um dos melhores episódios de qualquer série que já vi na minha vida.

 

 

Mad Men
Falar que Mad Men é genial já virou clichê. Por mais que isso seja, não deixa de ser verdade. A série não é apenas competente em retratar com fidelidade o cenário estadunidense dos anos 60. Acima de qualquer simbolismo que a série possa trazer, seu principal trunfo é trabalhar como ninguém os personagens. Pra quem nunca assistiu a série, ver um episódio perdido seja da terceira, quarta ou quinta temporada, certamente não irá se interessar por ela. Isso porque a história isolada pouco faz sentido para quem está de fora, já para aqueles que acompanham Don (Jon Hamm), Peggy (Elisabeth Moss), Roger (John Slattery), Pete (Vincent Kartheiser), Joan (Christina Hendricks), entre outros, Mad Men é inigualável. A cada temporada presenciamos a evolução destas figuras e aprendemos, então, a nos importar. Nesta temporada temos Don tentando ser um bom marido para Megan (Jessica Paré) e se afastando do feeling de trabalhar em sua agência. Todos começam a perder o interesse em algo e buscam em outras coisas o prazer de viver. É cada um por si, tentando descobrir uma nova razão para levar sua vida adiante. É nesta busca por algum sentido que Mad Men nos mostra novamente como se faz uma série, baseada unicamente em seus personagens e seus dramas.

 

 

Breaking Bad
Se a terceira temporada já tinha mostrado a ótima série que Breaking Bad poderia ser, a quarta mostra que Breaking Bad pode ser excelente. Todos os elogios que você já leu ou ouviu sobre o seriado são verdadeiros. O principal slogan da AMC (canal exibidor) anuncia que a “história importa aqui”. Desde o primeiro ano somos jogados para o mundo de Walter (Bryan Cranston) e Jesse (Aaron Paul) e aprendemos a conviver com estes personagens. Acompanhamos o rumo que suas vidas tomaram e nesta temporada eles estão à beira do abismo. A cada episódio, Walter se envolve em uma nova enrascada. A saga pela sobrevivência tanto dele quanto a de sua família tomam rumos inesperados e a paranoia aumenta a cada instante, onde tanto a vida dele quanto a de qualquer outro familiar pode chegar ao fim. É incrível como os roteiristas costuram essas histórias, onde Walter se envolve em um problema pior do que o outro, pratica atos cada vez mais contundentes e vai trilhando um caminho de onde fica dificílimo sair conforme o tempo passa. O poder sobe à cabeça e nós, telespectadores, conferimos uma das melhores performances que a televisão já teve com Cranston, além de um elenco de coadjuvantes excepcional. Breaking Bad é inteligente, provocante, surpreendente e brilhante. Entre o drama, ação e humor negro, a série proporciona uma temporada impecável, com episódios de explodir a mente e que mantém o clima de tensão do primeiro ao último capítulo.

 

 

Homeland
Graças ao canal Showtime, este pode ser o primeiro ano em que não há um representante da televisão aberta na disputa de melhor série dramática no Emmy. O canal proporcionou ao espectador uma das melhores estreias do ano. E não só isso. Homeland se prova uma das melhores séries do ano. Podemos dar crédito ao elenco estupendo, encabeçado por um ambíguo Damian Lewis e uma surtada Claire Danes, nas atuações de suas vidas. Também é possível dar crédito aos roteiristas, indo direto ao assunto, trazendo sempre algo de concreto nos episódios, sem enrolar, com diálogos afiados e reviravoltas surpreendentes. Deve-se crédito para a direção dos episódios, conduzidos com maestria, balanceando a paranoia, dando profundidade para os personagens e sem julgar seus atos (terroristas ou não) ou tomar partidos políticos. É um retrato pós-11 de setembro eficiente e que magnetiza a atenção do espectador do primeiro ao último episódio. Homeland é o exemplo de série irretocável e que sabe como contar uma história.

 

 

Todos os textos por Rodrigo Ramos, exceto “Sherlock, Cougar TownBenedict Cumberbatch (Sherlock)“, por Lucas Paraizo.

Fizeram parte desta eleição: Rodrigo Ramos (@xtraga), o estudante de Jornalismo Lucas Paraizo (@lucasparaizo) e o colunista do site Série Maníacos Mateus Borges (@mateusb).

 

 


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