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CINEMA25/08/2010Meu Malvado Favorito1 ª Animação da Universal surpreendePor Rodrigo Ramos O mundo do cinema me fascina por causa destas surpresas que ocorrem. Não há coisa mais agradável do que você ir na sala escura assistir um filme sem grandes expectativas e se surpreender com o que foi assistir. Isso aconteceu comigo e outros amigos que me acompanharam na sessão de Meu Malvado Favorito. Esta é a primeira animação do estúdio Illumination e eles começam num alto nível, em meio de boas tiradas, lições que não parecem forçadas e muitos risos.
Universal Pictures/Divulgação A direção fica por conta de Chris Renaud, diretor do curta-metragem indicado ao Oscar, No Time for Nuts, estrelado pelo esquilo da cinesérie A Era do Gelo. Seu parceiro na batuta é Pierre Coffin. Ambos fazem um trabalho primoroso com o que tem nas mãos. Em questão de roteiro, não é um Toy Story 3. Mas não me entenda mal, até porque comparar qualquer animação com o longa da Pixar é realmente injusto. Entretanto, Meu Malvado Favorito consegue agradar todos os públicos sem insultar a mente dos adultos nem subestimar a mentalidade dos menores, que se divertem ao extremo com os personagens.
Universal Pictures/Divulgação
Um dos diferenciais deste longa é que ele não traz uma proposta metódica. Esta é a primeira animação onde o protagonista é um vilão. Gru (Steve Carell, na voz original) é o malvado número um do mundo inteiro e ele vive fazendo suas malvadezas, como estourar balões de crianças, bater em todos os carros no estacionamento, roubar miniaturas da Torre Eiffel e da Estátua da Liberdade. Porém, alguém rouba uma das pirâmides do Egito e Gru cai para a segunda colocação. Para conseguir seu posto de maior vilão do planeta, ele pretende roubar, nada mais, nada menos, do que a Lua. Para que tudo ocorra perfeitamente e ajudar seu plano, Gru adota três garotinhas de um orfanato para conseguir entrar na casa do seu oponente, Vector (Jason Segel).
Universal Pictures/Divulgação Não pensem que Gru é um personagem maléfico ao extremo. Numa animação, não poderia haver um vilão desprovido de emoções. Renaud e Coffin conseguem conduzir o personagem perfeitamente, sem cair em clichês nem o fazendo de forma caricata ou aterrorizante. O protagonista passa certa desconfiança ao mesmo tempo que consegue ser engraçado. Se formos analisar com cuidado, podemos dizer que Gru é a mistura de Peter Sellers + Tio Chico da Família Adams + Rowan Atkinson + Steve Carell. É nessa mistureba peculiar e com ela, o protagonista consegue agrada a todos.
Universal Pictures/Divulgação
A animação é competente graficamente. Ela tem traços que lembram muito os filmes da DreamWorks, só que talvez, até melhores. Os cenários possuem um charme. Eles são cheios de cores que dão vida à tudo ali dentro. Todos os efeitos são pontuais e fazem a computação gráfica dar mais um pulinho. Tudo é possível com o que se tem hoje e Meu Malvado Favorito tem uma produção louvável. É bom frisar que a dublagem também ajuda para o êxito do longa. Tanto a versão original quanto a brasileira dão show. Se tratando de animações, os dubladores brasileiros são realmente craques e geralmente fazem um trabalho sensacional.
Universal Pictures/Divulgação Deixando termos técnicos de lado, é bom ressaltar que o longa é engraçadíssimo. A película é cheia de piadas e há um toque de sarcasmo nelas. Afinal de contas, o protagonista é um vilão. Quando mostram os pensamentos dele, são momentos de grandes risadas. Pelo menos, para quem entende de humor negro. Gru nos proporciona ótimos momentos, mas a pequena Agnes (Elsie Fischer) não fica pra trás. Através dela, o espectador cai na gargalhada, em especial, na cena do parque de diversões. Além dos ajudantes amarelos de Gru, que também dão um toque a mais para o humor. O filme inteiro é cheio de boas piadas e situações criativas, cortesia dos roteiristas que acertam a mão em grande parte da projeção.
Universal Pictures/Divulgação Os personagens são constituídos com coração e muita personalidade. Cada um tem um diferencial. Não são cópias do que você já conhece. A história é bem manejada e acredite se quiser, o final não é tão previsível assim. Há algumas surpresinhas, mas ele não escapa de ter algumas coisas da cartilha. Tudo bem. Felizmente não há aquela lição de moral que era esperada e o desfecho é totalmente compreensível e agradável. Entre risadas e momentos deliciosos, Meu Malvado Favorito se destaca como um dos melhores filmes da temporada, que anda muito fraca, por sinal. Ter algo de original num filme tende a ser um trunfo. Hollywood, abra seus olhos.
Confira o trailer:
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