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CINEMA22/11/2010REDUm resultado perigosoPor Rodrigo Ramos Bruce Willis. John Malkovich. Morgan Freeman. Helen Mirren. Convenhamos, este é um baita elenco. Dois deles já ganharam um Oscar e outro foi indicado. A ideia de adaptar a HQ da DC Comics, RED, parecia uma boa ideia. Porém, os quadrinhos traziam muita violência e sangue. E como sabemos, Hollywood gosta de transformar algumas obras para entrar nos requisitos da baixa classificação etária e mais apelo geral. Ou seja, o resultado poderia ser perigoso.
Summit Entertainment/divulgação
Summit Entertainment/divulgação
O interessante de RED é ver alguns atores veteranos como Mirren e Freeman batendo e atirando nas pessoas, algo que não faz muito o gênero dos dois durante suas carreiras. Willis já está acostumado com filmes de ação e comédia sutil. Malkovich é quem se destaca no meio de todos. Seu personagem, cheio de nuances e com mania de perseguição consegue agradar o público, dando o seu melhor em suas expressões, seus movimentos, numa performance engraçadíssima. Infelizmente, o elenco não vai além disso.
Summit Entertainment/divulgação
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Em seguida, Frank parte em busca de outros ex-colegas seus, entre eles, Joe (Freeman), Marvin (Malkovich) e Victoria (Mirren). Eles vão seguindo os passos de uma jornalista que foi assassinada para descobrir porque a CIA, FBI, todas as entidades policiais querem a cabeça deles. A cada personagem que entra em cena, tem aquele momento de apresentação e ajuste. Entediante e dispensável. O agente William Cooper (Karl Urban) é quem está atrás de Frank e os aposentados. Ele é canastrão e é o típico clichê. O personagem de Bruce Willis tenta lhe abrir os olhos durante o longa e tudo fica cada vez mais chato.
Summit Entertainment/divulgação
É um filme truncado, que não serve nem muito como ação, nem como comédia. Falta, talvez, pique para os atores, que estão longe de terem um porte físico ideal. Alguns furos no roteiro existem e, de certa forma, Freeman e Mirren não convencem muito como matadores profissionais. Ou quem sabe seja a culpa do diretor Robert Schwentke, que não tem a mão muito boa. De qualquer forma, RED é um longa que não lhe fará mal. Você pode até gostar, afinal, perto de um filme de Seagal, isso ainda é uma boa pedida. Ainda assim, como experiência cinematográfica, está longe do ideal. Serve, talvez, para assistir no meio da tarde de um sábado chuvoso depois do Caldeirão do Huck. Fique só com o trailer que é melhor do que o produto na íntegra.
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