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CINEMA10/03/2011Bruna Surfistinha retrata todos os lados de uma ‘vida fácil’A história real da queda e ascensão de uma garota de programaPor Mariana Campos Quem diria que nos tempos de internet até uma garota de programa se tornaria uma celebridade? Pois foi por meio da web que a história de Raquel Pacheco, mais conhecida como Bruna Surfistinha, ficou conhecida e a fez chegar ao topo e virar um fenômeno. A garota esperta soube aproveitar o ibope e transformou os posts sacanas de seu blog em livro (O doce veneno do escorpião), que deu base ao filme que chega às telonas com Deborah Secco no papel principal.
Imagem Filmes/Divulgação
Longe de trazer uma visão glamourizada do submundo da prostituição, o diretor Marcus Baldini consegue transpor de maneira delicada a história de uma menina de 18 anos, que, sem motivo, ou por algum motivo, opta por um caminho nada óbvio para quem, aparentemente tinha tudo. As razões para Raquel escolher ser Bruna podem não parecer suficientes para justificar tamanho sacrifício, mas certamente tal atitude moldou sua personalidade de uma forma que nenhuma outra faria. Sem intenção de defender ou atacar a profissão, o filme procura retratar todos os lados dessa ‘vida fácil’, que em alguns momentos parece até divertida, e em outras, beira a humilhação e o perigo. De forma despretensiosa, narra o preço de uma escolha.
Imagem Filmes/Divulgação
Do privê ao luxo, do luxo às drogas e à decadência, e da queda à ascensão, o enredo traz uma compilação das histórias mais marcantes vividas pela personagem, sejam boas ou ruins. O que mais impressiona, é a seriedade com que a personagem encara a profissão, e a forma como ela direciona sua carreira, revelando um talento nato. Mais profissional impossível! E como em qualquer profissão, foi por meio desse diferencial e perspicácia que ela se destacou e se tornou mais do que uma simples prostituta.
Imagem Filmes/Divulgação
Apesar da temática forte, o filme conta com um toque de humor, que dá leveza e diferencia uma boa produção de uma simples pornochanchada. As cenas de sexo são muitas, como não poderiam deixar de ser, mas em nenhum momento há apelação ou motivos para se chocar e deixar a sala de cinema. O entrosamento do elenco também ajuda, com destaque para Drica Moraes (excelente no papel de cafetina) e Fabíola Nascimento. Críticas à parte, não se pode negar que Deborah Secco encarna com coragem e veemência as cenas quentes e convence bem nos momentos mais dramáticos.
Imagem Filmes/Divulgação
Com mais de um milhão de espectadores em 10 dias, Bruna Surfistinha transcende a polêmica sexual e conquista o público pela humanidade da pessoa/personagem de Raquel, acima de qualquer preconceito.
Bruna Surfistinha
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