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ARTE

Pinacoteca: Miríade das artes

Com um acervo glorioso, o prédio de tijolos abriga um rico acervo de arte brasileira

Por Guilherme Teixeira

Com uma história que se funde a da arte moderna brasileira, sendo considerada por alguns o seu berço, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, foi um projeto idealizado e posto em prática com apenas cem contos de réis pelo tradicional arquiteto paulista Ramos de Azevedo, que vivenciou, ao longo dos seus 100 anos de existência, algumas das maiores revoluções, contrapartidas, retomadas e obras de arte que marcaram a história paulistana.

 

                  Adilson Faltz

 

O prédio, que até 1921 era de propriedade do Liceu de Artes e Oficio, chegou a ser desapropriado para ser utilizado como um quartel-general nas revoluções de 30 e 32, tendo suas obras transferidas para um prédio na Rua Onze de Agosto e vendo, logo depois, seu acervo ser definitivamente desmembrado e redirecionado para diferentes partes da cidade e do País, só o vendo retornar em 1947, quando reabriu, mas com perdas inestimáveis, como uma maquete do Monumento das Bandeiras de Victor Brecheret feita em gesso, que se quebrou em uma queda.

 

                  Cláudia Brito

 

Com um acervo glorioso devido a um programa nos idos anos 20, que garantia que todo artista enviado ao exterior com bolsas de estudos da instituição, ao retornar ao Brasil, submetesse algumas de suas obras para a Pinacoteca, aumentando assim o seu acervo com a adição de peças de Brecheret e Anita Malfatti e a tela Bananal, de Lasar Segall, tendo a última marcado uma nova era na instituição e definindo qual seria um dos seus principais focos: A arte moderna brasileira. Recentemente, recebeu a exposição de um dois maiores expoentes dessa vertente durante o século XX: Cândido Portinari.

 

                  Luara Monteiro

 

Mas nem só de arte brasileira vive o maior museu de São Paulo, e provavelmente um dos maiores do Brasil. Soma-se agora a exposição com uma releitura da carreira do pintor Neo-expressionista alemão Georg Baselitz, um dos maiores pintores do século XX ainda vivo.

 

                  Ser Lunar

 

Quem já visitou o prédio de tijolos (assim não por uma escolha estética, mas porque, à época da sua construção, o tempo não ter permitido um maior acabamento), localizado em frente à Estação da Luz, sabe qual a sensação de ser exposto a um dos maiores acervos de arte moderna brasileira e mundial, e presenciar, óleo sobre tinta, gesso e bronze, o impacto que as paisagens de Antônio Parreiras, as Deusas de Brecheret e os bustos de Rodin, causaram e ainda causam, e que escreveram a história da arte no século XX.





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