LITERATURA

Antologia agrega prosa, crônica e poesia de Hilda Hilst

'Uma superfície de gelo ancorada no riso' reúne textos da ampla obra da escritora brasileira

Da redação

Uma superfície de gelo ancorada no riso é uma antologia que aproxima os leitores da vasta produção de Hilda Hilst. Dividida em onze seções que representam os principais temas de sua obra: “Ouso pensar”; “Corja humana”; “A tarefa do escritor”; “A língua é matéria vibrátil” [sobre a poesia]; “O ofício do escritor”; “Mulheres”; “Esse aberto do peito” [sobre a paixão]; “Pai”; “Cara cavada” [sobre Deus]; “Morte” e “Ter sido” [sobre a condição humana]; a coletânea contém exemplos das várias linguagens da escritora que foi poeta, ficcionista, cronista e dramaturga.

 

 

Daí a grande variedade das dimensões dos fragmentos selecionados: de frases curtíssimas a parágrafos extensos, mas todos invariavelmente lúcidos e brilhantes. A seleção ficou por conta de Luisa Destri, coautora de Por que ler Hilda Hilst.

Hilda Hilst foi uma mulher de personalidade forte – atributo que também se aplica a sua obra. No total, são quase quarenta títulos em quatro diferentes gêneros, nos quais transitou da metafísica ao sexo – sempre com a mesma desenvoltura, naturalidade e densidade. Baseada em fortes raízes clássicas, que mergulham em várias tradições, como a poesia bíblica, a cantiga portuguesa, a poesia mística espanhola etc., Hilst é, ao mesmo tempo, radicalmente moderna, ao se alimentar de algumas das influências mais importantes da literatura internacional do séculoXX, como Rainer Maria Rilke, James Joyce, Samuel Beckett e Fernando Pessoa.

Hilda Hilst nasceu em Jaú (SP), em 1930. Em 1937, ingressa como interna no Colégio Santa Marcelina, em São Paulo, e em 1948, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Publica o primeiro livro de poesia, Presságio, em 1950, e o segundo, Balada de Alzira, em 1951. Em 1954, abandona a advocacia. Viaja para a Argentina e o Chile, depois para a Europa, residindo seis meses em Paris. Recebe em 1962 o Prêmio Pen Clube de São Paulo, por Sete cantos do poeta para o anjo. Em 1965, muda-se para a sede da fazenda São José, em Campinas, de propriedade da mãe, e inicia a construção da Casa do Sol, onde viveria até sua morte. Em 1968, casa-se com Dante Casarini. Publica seu primeiro livro de ficção, Fluxo-floema, em 1970. Recebe o Prêmio Anchieta de Teatro com a peça O verdugo. Em 1977, ganha o prêmio da APCA na categoria Melhor Livro do Ano, com Ficções. Em 1981, o APCA na categoria Grande Prêmio da Crítica pelo conjunto de sua obra.

Nos anos 1980, publica, em sequência, Da morte. Odes mínimas, Poesia (1959/1979), Cantares de perda e predileção, Poemas malditos, gozosos e devotos, além de Tu não te moves de ti A obscena senhora D. (ficção). Recebe o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, comCantares de perda e predileção, e o Prêmio Cassiano Ricardo, do Clube de Poesia de São Paulo, com Poemas malditos, gozosos e devotos. Nos anos 1990, lança sua trilogia O caderno rosa de Lori Lamby, Contos d’escárnio e Cartas de um sedutor. Recebe em 2002 o Prêmio Moinho Santista pelo conjunto da obra poética, e, da APCA, o Grande Prêmio da Crítica pela reedição da obra pela Globo Livros. Morreu em 2004, em Campinas.





2012

Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio

2011

Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro

2010

Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro

Kimi Nii apresenta uma retrospectiva completa da obra de artista nipo-brasileira

Com textos do crítico Antônio Gonçalves Filho, projeto gráfico de Ricardo Ohtake, o livro percorre com imagens todas as fases de sua carreira




Política de Privacidade | Sobre | Anuncie | Contato | Copyright © 2012 culture-se - Todos os Direitos Reservados.